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Frutíferas nativas pouco conhecidas: por que vale conhecer

Araçá-boi, cambuí-roxo, araticum-da-praia: espécies com poucos estudos, algumas raras na natureza, que ganham com quem as cultiva.

Muita gente conhece goiaba, pitanga e jabuticaba. Mas a flora do Brasil e dos países vizinhos tem centenas de frutíferas pouco estudadas, e algumas só existem em poucos lugares.

Frutas que quase ninguém vê no mercado

O araçá-boi (Eugenia stipitata) é uma fruteira da Amazônia Ocidental, cultivada em pequena escala no Peru, na Bolívia, no Equador e na Colômbia. No Brasil, segundo a Embrapa, ainda não tem exploração comercial. O suco é muito ácido, e a fruta costuma ir para sucos, geleias e doces.

Espécies raras na natureza

O cambuí-roxo (Eugenia candolleana) é nativo da Mata Atlântica e endêmico do Brasil, e é descrito como bastante raro. O araticum-da-praia (Annona salzmannii) vive em áreas arenosas do litoral do Nordeste e é descrito como ameaçado. Cultivar espécies assim é uma forma de manter essas plantas vivas fora da mata.

Frutas de outros continentes

Nem tudo é brasileiro. O lapsi do Nepal (Choerospondias axillaris) é uma árvore do Himalaia cujo fruto azedinho vira picles, doces e couro de fruta. A uva-da-birmânia (Baccaurea ramiflora) é cultivada na Índia, em Bangladesh e na Malásia.

Pouca informação, muita curiosidade

Para muitas dessas espécies há poucos estudos publicados sobre sabor, produção e manejo. Por isso, na página de cada planta contamos só o que as fontes permitem afirmar. Você pode ler mais em Gêneros e espécies.

Referências: Embrapa: araçá-boi, circular técnica 100; Wikipedia: Eugenia candolleana; Rare Fruit Council: the beach araticum; Journal of the Institute of Engineering: lapsi; ECHO: Burmese grape

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